terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Não Sentir
Clarice L. | A descoberta do mundo
Meu bom dia
Marcelo Lacerda diz:
Lembrei de tu, por esses dias
Clarissa diz:
foi? Quando! Me fala..
Marcelo Lacerda diz:
Semana passada, sexta-feira
Marcelo Lacerda diz:
Comprei um livro com as publicações de clarice Lispector no jornal do brasil
Clarissa diz:
Aiiii :~
.
Marcelo Lacerda diz:
A descoberta do Mundo
.
Marcelo Lacerda diz:
fico impressionado como, às vezes, mesmo sem entender exatamente o que ela quer dizer, vc sente uma emoção absurda
.
Marcelo Lacerda diz:
O que eu mais gosto é que ela passa emoção
Não sei como
quando vc lê vc sente uma presença
estranho
e nos assuntos mais corriqueiros, como um certo encontro, uma saída num táxi ou uma retirada de pontos da mão operada ela consegue ser irônica, crítica
Em simples "bobagens"
.
Marcelo Lacerda diz:
Detalhe, comprei esse livro, porque li um texto minúsculo que ela fala de não sentir
em que ela fala que a pessoa que não sente vive melhor
mais serena
mas está correndo risco, porque pode estar à beira da morte
sem saber
.
.
.
Acho lindo quando começam a descobrir Clarice assim,
num susto.
Quase lá
Me desgarrar da própria vontade. Respirar um pouco, dar limites, tirar o peso das costas. Ter um pouco de vergonha na cara, desistir do que não tem mais cabimento, parar de brincar com meus segredos, desejos e energias. Cruzar a ponte, desviar o caminho, trocar de máscara, passar a página... Bola pra frente, né assim?
Tô morta de cansaço: de arrumar desculpas, de alfinetadas, de duplo-sentido. De ficar remediando e ao mesmo tempo cutucando a ferida. De criar esperança esperando que ela se alimente de migalhas e se fortaleça com isso. Tô totalmente desnutrida, mas vivo faminta.
Preciso entender que pior que isso, é não ter nada. Lembrar que já tenho construções solidificadas no peito. Que nada pode ser maior que isso: a energia que move todas as sensações - que responde e acalenta. Preciso aceitar os rumos, as escolhas, o que basta. Resignar pelo que poderia dar certo, mas não deu, o que deveria ter sido leve, mas pesa, pesa, pesa toneladas. A junção de tudo não foi a favor, só fez mistura dentro da sorte esgotada.
Azar o meu.
...
Mas agora tô totalmente preparada pra soltar as rédeas ou bater asas.
Tanto faz.
É meu limite (?).
domingo, 29 de novembro de 2009
Fim do mês:
Enladeirada
O endereço onde você vai ficar
A minha avenida você vai andar
E agora eu já sou o seu lugar
3 na massa | O seu lugar
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Pra lembrar:
Vamo agora praticar, né?
24 do 11 de 2009
Minha família me apoia, meus amigos me cobram atenção o tempo todo, meu corpo pede exercício, minha cabeça quer planejamento e... o coração... Ah! O coração deixa quietinho que ele tá se recuperando, obrigada.
!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
.
- Ai, Glória, por favor, você me dá uma aspirina?
- Mas por que você me pede tanta aspirina, Maca? Não é pelo dinheiro não, mas pode fazer mal!
- Para eu não me doer!
- Hã??
- Para eu não me doer. É dentro.
| A Hora da Estrela - C.L
Prometi a mim mesma que demoraria a reler. Mas é, voltei. Macabéa voltou pra mim num suspiro... ou num susto. E eu sei que vou demorar pra largá-la, de novo.
domingo, 22 de novembro de 2009
7 vezes
-Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada. Ninguém perguntará coisa alguma, penso. Depois continuo a contar para mim mesmo, como se fosse ao mesmo tempo o velho que conta e a criança que escuta, sentado no colo de mim.
sábado, 21 de novembro de 2009
oi?
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
exposto
Sabe quando você tem aquela leve impressão que foi você quem escreveu tal coisa? Foi assim quando uma amiga entrou no meu msn e disse: "tenho uma coisa pra te mostrar". Pois nada, NADA do que eu disser agora vai conseguir exprimir o que senti. A letra e melodia que saía da voz dela me deixou completamente nua. Tudo o que tem "aqui" fez um vácuo. É um outro alguém sentindo o que existe em mim. Enfim - adianta falar? Falar, falar, falar e não dizer nada? Só sentindo.
Fez todas as coisas mornas e apagadas "daqui" se erguerem e ao mesmo tempo caírem dos olhos.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O grande e o Pequeno
(Adriana Falcão | O Doido da Garrafa)
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Presença
teu perfil exato e que, apenas, levemente,
o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale sutilmente, no ar,
a trevo machucado,as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
.
Prometo que não vou prometer, prometo que não vou enganar, prometo que digo tudo que vier a cabeça.
(...)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
acende a luz
Tenho deixado solto alguns monstros que vivem na minha cabeça.
Cresceram comigo e agora estão aprendando a se virar sozinhos. Cansei de alimentá-los. De brincar de esconde-esconde e esperar que pouco a pouco eles me devorassem as mãos, os olhos, as pernas. Tudo brincadeira, eu sei. Pra me amedrontar. Pra me puxar de volta, sempre, pro quarto escuro das minhas idealizações. Mas já estava cansada de viver decapitada de sentimentos. Agora, quero a desconstrução de tudo que já vivi, só pra parar de olhar pra debaixo da cama.
Parar de sentir medo de mim mesma.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
independência vs. liberdade emocional.
sabia que eu sinto tua falta ?
y diz:
não.
e isso é bom ou é ruim?
domingo, 8 de novembro de 2009
Divórcio
ô frô
gosto tanto de tu
casa comigo?
Clarissa diz:
tu faz massagem, cafuné, cozinha e canta pra mim?
e me faz rir todos os dias?
faz anotações pra mim na geladeira?
e atualiza meus lembretes?
prepara capuccino de manhã?
e agüenta minha mudança de humor?
e minha TPM?
Talita diz:
ai clarissa, a gente já vai ter que se separar?
huahuahuahuahu
Clarissa diz:
ahahaahahaahahaaha
fraca.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
sem tentativa
"Dentro de mim guardo sempre teu rosto e sei que por escolha ou fatalidade, não importa, estamos tão enredados que seria impossível recuar para não ir até o fim e o fundo disso que nunca vivi antes".
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Aqui e acolá
de que não vai me envolver,
é tentando me distrair,
e fingindo estar nem aí,
que
me
fodo,
linda.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
-
Caio
domingo, 25 de outubro de 2009
Depois
A queda na escada,
me fez contundir o quadril,
ralar as costas
e as pernas roxas...
mas a pancada maior foi aqui.
sábado, 17 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Pensa que eu não noto?
Aprendendo a dar ré
-Vamo sair agora, vou aí te pegar, a gente toma uma cerveja, conversa, se ver... topas?
Eu: Não sei... É... tô trabalhando em casa, tô cansada...
Ele: Vamo, pô. Saudade de te ver. QUERO te ver...
Eu: Ah não, hoje não, posso não, quero não.
Ele: Eita, é assim é?
Eu: É, é assim.
MUITO BEM! PARABÉNS! É assim que eu gosto de ver...!
Evoluçãoamorosa mode on, ativada no turbo.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
olhos abertos
agora, pra onde vou?
domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
...
sábado, 3 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
sobre sensações
Algumas estão aqui, dentro, desde que me entendo por gente. Ficam cutucando, crescem e amadurecem comigo, junto da minha personalidade, anseios, desejos. Negativas, às vezes. Medrosas. Confusas. Com prioridades irracionais, débeis. Sensação que transpira, máscara na cara. Outras que embrulham o estômago, amargam a boca, arrepiam a pele, enchem os olhos.
Estou cansada delas. Das antigas sensações que permeiam todo imaginário. Das antigas sensações que dormem e acordam comigo, me chegam ao ouvido, zunindo, zunindo, ânsia e calafrio na espinha inteira. Estou aprisionada por elas, sempre estive - nunca notei. Tornou-se uma parte tão própria, que apenas deixei que existissem, sem intervenções, sem afligi-las. São por si só - imbatíveis.
(Do que adianta tê-las? Tô ressacada dessa maré que vem e volta trazendo e deixando resquícios de vontades, arranhões no corpo todo, nojinho – por serem tão íntimas, de estarem a milímetros do meu nariz e não estarem perto de mais nada).
Pra piorar, amiga das antigas, são as novas. Aquelas que chegam cheias de informações deslumbrantes, principalmente se trazem consigo um mix de adrenalina, perigo, travessura, desespero. Refém por senti-las, por tê-las, por ser dominada por suas opções, pelo que querem, pelo que esperam de mim. Se estou frágil, bêbada, apaixonada, tepeêmica - me arrastam pelos cabelos, por golpes de sorte, de carência afetiva, de bulimia sexual - até. Se estou forte (?) me consomem até a última gota, sóbria com uma seta na mão, antenada, corrigida, alerta. Só uma parte ínfima de mim não se descontrola. Meu perfeccionismo alto, unido com minha baixa estima e uma pitada de racionalidade ridícula. 25% de tudo que sinto, e só.
(Do que adianta senti-las? Esperar que se consumam, que se distraiam. Que abram a boca pra rir e vomitar por excesso. De quê? Sensação de que mesmo? De domingo febril ou de segunda-feira ingrata? De esgotamento físico ou deslocamento emocional? Sentimento selvagem de possuir. Postura falsa, encardida. Prazer autêntico, mas maquinado).
Se pudesse, revirava todas essas velhas e mocinhas, diabólicas e ingênuas sensações. Peneirava e ficava com as migalhas mais espertas, secretas. Seria mais interessante ter domínio sobre toque, olhar, cheiro, palavra, lembrança... Seria menos ofensivo/sufocante.
Se pudesse, usava todas em um único momento, com a mesma intenção, sem precisar ir embora, desligar a ligação, fechar os olhos e virar pro outro lado, soltar do abraço, tirar a mão do cafuné, sem precisar mudar de assunto, evitar aproximação, falar palavrão, soltar os cachorros e todos os passarinhos daqui do peito.
Reclamo de barriga cheia,
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
-
“… Estou em um estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo,
tão atraente e pessoal a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo.
instante, aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que
um objeto, a sua sombra. Não quero perguntar por quê, pode-se
perguntar sempre por que e sempre continuar sem resposta:
será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se
segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em
algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta para mim …”
|Clarice
terça-feira, 8 de setembro de 2009
sequeladinhos
eu: vai
Rafael Rodrigues: não
eu: ai
Rafael Rodrigues: só
eu: e
Rafael Rodrigues: se
4 dias atrás
Alguém pode devolver minhas pernas?
Assumo:
mas basta piscar os olhos pra me iludir com paixonites agudas que não valem R$1,00.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
de manhã:
- Quero...
...
- Pegasse tudo?
- Peguei.
- Tua bolsa e mp3?
- Sim.
- E celular?
- Peguei! Haha.
- Deixasse nada não, né?
- Acho que não.
- Nem tua alma por lá?
- Só um pouquinho debaixo da mesinha.
Eu, painho e a mulher do bicho:
Ele: faz ai uma milhar, dez centavos na quinta casa, um real na centena.
17h, celular toca:
Ele: Clarissa, hahahahahaa, fui comprar pão e vi no sorteio que ganhamos!
Eu: é o quê, painho?
Ele: oxe, ganhamos 50 conto, visse?
Eu: ãn?
Ele: vou dar R$25 pra menininha ir jantar lá no restaurante!
Eu: Aaaaaaaaaaaaaaaaah! hahaahahaha.
Eu: E quanto pra mim?
Ele: Dez reais, né?
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Ontem, às 23h30
...
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
madrugada:
- Tudo bem?
- Tudo...
- Tudo mesmo?
- Acho que sim.
- Então fica.
...
- Desculpa...
- Porquê, flor?
- Tô um pouco longe daqui...
- Tudo bem, pode ir.
- Posso?
- Pode. Quando tu voltar, vou tá aqui.
...
- Tô sentindo teu coração aqui ó...
- Onde?
- Aqui, na tua costela e na minha.
...
- Que linda...
- ...
- Hahahahaahaha!
- Que foi?
- Tua apelação, aí!
...
- Ai, enjoei, vai pra lá.
(afastando)
2 minutos depois:
- Tô brincando, tô brincando, tô brincando.
- Estilasse foi?
- Estilei.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
.
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas as coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-dolorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender melhor.
Caio Fernando Abreu [O ovo apunhalado]
sábado, 15 de agosto de 2009
Zuuum
3na massa fodendo minha alma
e noite terminada com Ave Sangria no Capibar.
Não mereço :~
- Sim, senhor.
É como se devessem acontecer. Mesmo que, no fim das contas, nunca se saiba, realmente, a verdadeira resposta. Acontecem pra perguntar alguma coisa.
Às vezes, pra responder.
Eu, por exemplo, tenho centenas de perguntas.
E todas elas me obrigaram a aceitá-las.
A deixar que as coisas aconteçam
porque devem
e precisam ser.
Mesmo que eu não as tenha.









