terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Assim assado

Não tô cuspindo no prato, mas 2009 foi totalmente em off pra mim.

.

Se o tempo fosse remédio
Nenhuma mal existiria.






| Emily Dickinson

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Não Sentir

"O hábito tem-lhe amortecido as quedas. Mas sentindo menos dor, perdeu a vantagem da dor como aviso e sintoma. Hoje em dia vive incomparavelmente mais sereno, porém em grande perigo de vida: pode estar a um passo de estar morrendo, a um passo de já ter morrido, e sem o benefício de seu próprio aviso prévio".



Clarice L.
| A descoberta do mundo

Meu bom dia

Agora de manhã, depois do primeiro gole de café:

Marcelo Lacerda diz:
Lembrei de tu, por esses dias
Clarissa diz:
foi? Quando! Me fala..
Marcelo Lacerda diz:
Semana passada, sexta-feira
Marcelo Lacerda diz:
Comprei um livro com as publicações de clarice Lispector no jornal do brasil
Clarissa diz:
Aiiii :~

.

Marcelo Lacerda diz:
A descoberta do Mundo

.

Marcelo Lacerda diz:
fico impressionado como, às vezes, mesmo sem entender exatamente o que ela quer dizer, vc sente uma emoção absurda

.

Marcelo Lacerda diz:
O que eu mais gosto é que ela passa emoção
Não sei como
quando vc lê vc sente uma presença
estranho
e nos assuntos mais corriqueiros, como um certo encontro, uma saída num táxi ou uma retirada de pontos da mão operada ela consegue ser irônica, crítica
Em simples "bobagens"

.

Marcelo Lacerda diz:
Detalhe, comprei esse livro, porque li um texto minúsculo que ela fala de não sentir
em que ela fala que a pessoa que não sente vive melhor
mais serena
mas está correndo risco, porque pode estar à beira da morte
sem saber

.
.
.







Acho lindo quando começam a descobrir Clarice assim,
num susto.

Quase lá

Necessidade gigante de desfazer laços antigos.

Me desgarrar da própria vontade. Respirar um pouco, dar limites, tirar o peso das costas. Ter um pouco de vergonha na cara, desistir do que não tem mais cabimento, parar de brincar com meus segredos, desejos e energias. Cruzar a ponte, desviar o caminho, trocar de máscara, passar a página... Bola pra frente, né assim?

Tô morta de cansaço: de arrumar desculpas, de alfinetadas, de duplo-sentido. De ficar remediando e ao mesmo tempo cutucando a ferida. De criar esperança esperando que ela se alimente de migalhas e se fortaleça com isso. Tô totalmente desnutrida, mas vivo faminta.

Preciso entender que pior que isso, é não ter nada. Lembrar que já tenho construções solidificadas no peito. Que nada pode ser maior que isso: a energia que move todas as sensações - que responde e acalenta. Preciso aceitar os rumos, as escolhas, o que basta. Resignar pelo que poderia dar certo, mas não deu, o que deveria ter sido leve, mas pesa, pesa, pesa toneladas. A junção de tudo não foi a favor, só fez mistura dentro da sorte esgotada.

Azar o meu.

...

Mas agora tô totalmente preparada pra soltar as rédeas ou bater asas.

Tanto faz.
É meu limite (?).

domingo, 29 de novembro de 2009





| Eduardo Recife

Fim do mês:

Poucos dias pra ter férias. Final do semestre, do ano, das ideias atrapalhadas. Quero descansar, ir pra praia, ver o sol. Fadiga na alma inteira. Vontade de nada e tudo ao mesmo tempo. De um novo emprego, uma nova viagem, um novo olhar. Quero deixar o velho enterrado... debaixo da terra pra florir. Quero ver flores crescerem... Deixá-las ali, viverem por si só. Preciso de terreno, de vento, de cumplicidade. Preciso de paz. De energia, da sensação de ser útil. Serenidade. Sinceridade. Superioridade emocional. Sonhar. Abstrair. Deixar de lado o horóscopo, as sensações imaginárias, a falta que faz falta. Preciso me confrontar e deixar acontecer.

.

Eu ganhei um vaso,
só falta a flor.

Enladeirada

O lugar onde você deve chegar

O endereço onde você vai ficar
A minha avenida você vai andar
E agora eu já sou o seu lugar




3 na massa | O seu lugar

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

QUERO


que daqui pra frente a vida seja hoje.
A vida não é adiável.




| Caio F

Pra lembrar:

preciso começar a me arrepender de cobrar tanto dos outros e isso respingar em mim. Odeio respingos e depois que: cobrar dos outros o que você não dá, é ridículo.

Vamo agora praticar, né?

24 do 11 de 2009

Fazem 3h que eu não consigo raciocinar. Sabe como é? Tem tanta coisa aqui na minha cabeça, girando e cutucando, que simplesmente... não tô conseguindo. Primeiro que dei um passo ABSURDO na minha idéia de "futuro profissional". Vou deixar assim mesmo, aspeado, porque é uma longa história a ser explicada - ou não. Depois que abriram-se leques e preciso decidí-los. As "metas" voltaram. Espero que a empolgação também. TUDO isso agora, no FIM do ano. E é neste fim de ano que preciso organizar: planos de trabalhos, nova gradução ou pós?, compras, viagens, economias, investimentos... QUEM DIRIA - eu - estar pensando nisso. (Tô com medo dessa "maturidade" que estão impondo). Mas resumindo, estou ansiosa e feliz.

Minha família me apoia, meus amigos me cobram atenção o tempo todo, meu corpo pede exercício, minha cabeça quer planejamento e... o coração... Ah! O coração deixa quietinho que ele tá se recuperando, obrigada.

!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

.

- Ai, Glória, por favor, você me dá uma aspirina?
- Mas por que você me pede tanta aspirina, Maca? Não é pelo dinheiro não, mas pode fazer mal!
- Para eu não me doer!
- Hã??
- Para eu não me doer. É dentro.



| A Hora da Estrela - C.L




Prometi a mim mesma que demoraria a reler. Mas é, voltei. Macabéa voltou pra mim num suspiro... ou num susto. E eu sei que vou demorar pra largá-la, de novo.

domingo, 22 de novembro de 2009

7 vezes

-
Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada. Ninguém perguntará coisa alguma, penso. Depois continuo a contar para mim mesmo, como se fosse ao mesmo tempo o velho que conta e a criança que escuta, sentado no colo de mim.



Caio Fernando Abreu [Os dragões não conhecem o paraíso]

sábado, 21 de novembro de 2009

oi?

Eu sou tpêmica antes, durante e depois. E só agora fui notar que consigo "ser três" completamente diferentes.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

exposto



"Gosto de qualquer coisa que te acalma, desde cor da sua alma, até o toque da sua mão"
.

Sabe quando você tem aquela leve impressão que foi você quem escreveu tal coisa? Foi assim quando uma amiga entrou no meu msn e disse: "tenho uma coisa pra te mostrar". Pois nada, NADA do que eu disser agora vai conseguir exprimir o que senti. A letra e melodia que saía da voz dela me deixou completamente nua. Tudo o que tem "aqui" fez um vácuo. É um outro alguém sentindo o que existe em mim. Enfim - adianta falar? Falar, falar, falar e não dizer nada? Só sentindo.

Fez todas as coisas mornas e apagadas "daqui" se erguerem e ao mesmo tempo caírem dos olhos.



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O grande e o Pequeno

.


Todo caso de amor tem um grande e um pequeno. Alguém um dia falou, em francês, "il y a toujours qui aime et qui se laisse aimer". É mais ou menos a mesma coisa. O pequeno ama, o grande se deixa amar. O grande fala, o pequeno ouve. O grande discorda, o pequeno concorda. O pequeno teme, o grande ameaça. O grande atrasa, o pequeno se antecipa. O grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo. Não é uma questão de gênero. Existem homens pequenos e homens grandes, mulheres grandes e mulheres pequenas. O temperamento e as circunstâncias influem, mas não determinam. O grande pode ser o mais bem-sucedido dos dois ou não. O pequeno pode ser o mais sensível, mas nem sempre é assim. Muitas vezes o grande é o mais esperto, mas existem pequenos espertíssimos. Depende do caso. Como ninguém descobriu, até hoje, uma regra que permita determinar qual é o grande e qual é o pequeno, só observando o casal mais atentamente. Na rua, o que anda distraído quase sempre é o grande. Quase sempre, no cinema, o grande só decide comprar pipoca depois que os dois já estão acomodados nas poltronas. O pequeno, então, fica esperando, vigiando, tomando conta para o filme não começar antes de o grande voltar, o que, por algum motivo, seria uma tragédia. Numa festa, o pequeno deve estar ansioso para que a noite seja boa, principalmente se foi ele que sugeriu o programa. O grande se comportará de maneira indiferente até se embriagar pela música, pela bebida ou pelo ambiente, quando então ficará muito mais animado do que o pequeno. Mesmo que o pequeno dance bem, o grande sempre dançará melhor. O pequeno evita o silêncio porque tem certeza de que a culpa é dele, por isso sempre tem arquivados na cabeça assuntos que possam ser úteis em todas as ocasiões. A calça nova do pequeno dificilmente lhe cai tão bem quanto a do grande, assim como o cabelo do grande está sempre melhor que o do pequeno, ainda que a festa inteira pense exatamente o contrário. O pequeno geralmente se comove com a lua calado, enquanto o grande aponta, olha só a lua. No final da festa é sempre o pequeno que quer ir embora, reservando o melhor da sua alegria para o resto da noite, enquanto o grande se despede dos amigos displicentemente. Mais tarde, o pequeno é macho, é gueixa, é desgraçado, é exclusivo e, se o coração do grande por acaso ouvir seus gritos, que sorte. No dia seguinte, o pequeno estará inevitavelmente preocupado: será que fiz tudo certo? Acho que eu não devia ter dito aquilo. Por que toda vez sou eu que beijo primeiro? Na dúvida, vai correndo procurar o grande, apesar de ter prometido que nunca mais faria isso. O grande e o pequeno podem ser de qualquer espécie, inclusive bichos, com exceção dos gatos, que são todos grandes. Não necessariamente formam um casal. Não é só nas histórias de amor que existem grandes e pequenos. Havendo mais de um, um par qualquer, dois adversários, dois irmãos, dois amigos, sempre haverá o que quer mais e o que quer menos, o fascinante e o fascinado, o generoso e o pedinte. Mas como tudo pode acontecer, senão nada disso ia ter graça, a qualquer momento, por alguma razão, geralmente à noite, imprevisivelmente, o grande pode ficar pequeno, e o pequeno ficar grande de repente. Basta um vacilo, um acaso, um cair de tarde, um olhar mais assim, um furacão, uma inspiração, uma imprudência. Quando isso acontece, é comum o pequeno ficar maior ainda, o que torna automaticamente o grande ainda menor. O ex-pequeno, logo que é promovido a grande, pode se vingar do ex-grande, se seu sofrimento tiver boa memória. Aí, coitado do novo pequeno, vai se arrepender de cada não beijo, cada não telefonema, cada não noite de insônia, cada não desespero, cada não entusiasmo, cada não carinho inesperado, indispensável, inevitável, imprescindível, cada não todas as palavras apaixonadas em qualquer língua do mundo. Ele vai se surpreender com a reviravolta, no começo, mas vai se conformar com sua nova condição de pequeno em seguida. E então vai seguir, cuidadoso e desastrado, na quase inútil intenção de conquistar o grande urgentemente.






(Adriana Falcão | O Doido da Garrafa)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

reduzir as ilusões à pó




Presença


É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente,
o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale sutilmente, no ar,
a trevo machucado,as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.



Mário | Quintana

Extremos

alguma coisa
mudou completamente,
pra nunca mais voltar a ser
a mesma
- igual.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

.

Meu presente de fim de noite:


Prometo que não vou prometer, prometo que não vou enganar, prometo que digo tudo que vier a cabeça.


(...)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

EU JURO

juro,
que tô fazendo de tudo pra multiplicar e ficar apenas com o melhor disso tudo.

acende a luz


Tenho deixado solto alguns monstros que vivem na minha cabeça.

Cresceram comigo e agora estão aprendando a se virar sozinhos. Cansei de alimentá-los. De brincar de esconde-esconde e esperar que pouco a pouco eles me devorassem as mãos, os olhos, as pernas. Tudo brincadeira, eu sei. Pra me amedrontar. Pra me puxar de volta, sempre, pro quarto escuro das minhas idealizações. Mas já estava cansada de viver decapitada de sentimentos. Agora, quero a desconstrução de tudo que já vivi, só pra parar de olhar pra debaixo da cama.

Parar de sentir medo de mim mesma.

Estava à toa na vida

o meu amor me chamou,
pra ver a banda passar,
cantando coisas de amor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

independência vs. liberdade emocional.

x diz:
sabia que eu sinto tua falta ?

y diz:
não.
e isso é bom ou é ruim?


Quem me preparou pra sentir falta ou não, foi tu - que nunca me deu segurança pra sentir o que quer que seja. Ou razão pra sentir tua falta.



esfarelado

Sabe quando você encaminha aquele e-mail e recebe aquela resposta?

domingo, 8 de novembro de 2009

Divórcio

Talita diz:
ô frô
gosto tanto de tu
casa comigo?
Clarissa diz:
tu faz massagem, cafuné, cozinha e canta pra mim?
e me faz rir todos os dias?
faz anotações pra mim na geladeira?
e atualiza meus lembretes?
prepara capuccino de manhã?
e agüenta minha mudança de humor?
e minha TPM?
Talita diz:
ai clarissa, a gente já vai ter que se separar?
huahuahuahuahu
Clarissa diz:
ahahaahahaahahaaha
fraca.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

sem tentativa


"Dentro de mim guardo sempre teu rosto e sei que por escolha ou fatalidade, não importa, estamos tão enredados que seria impossível recuar para não ir até o fim e o fundo disso que nunca vivi antes".

| Caio F.

-


deixa secar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Meu bem aonde você for eu vou

O que você quiser que eu seja eu sou.



| Arnaldo A.

Eu queria ter escrito isso...


Aqui e acolá

É brincando de não levar a sério,
de que não vai me envolver,
é tentando me distrair,
e fingindo estar nem aí,
que
me
fodo,
linda.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

s-a-u-d-a-d-e



| www.janeladecinema.com.br

Putz! x Neon Rocks





Quero mais Cereeeeeebratiooon da Madonna, people.
A minha previsibilidade + o twitter, são culpados pela minha ausência por aqui.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

-

Pára tudo, só quero registrar isso aqui:


Tudo isso me perturbava porque eu pensara até então que, de certa forma, toda minha evolução conduzira lentamente a uma espécie de não-precisar-de-ninguém. Até então aceitara todas as ausências e dizia muitas vezes para os outros que me sentia um pouco como um álbum de retratos. Carregava centenas de fotografias amarelecidas em páginas que folheava detidamente durante a insônia e dentro dos ônibus olhando pelas janelas e nos elevadores de edifícios altos e em todos os lugares onde de repente ficava sozinho comigo mesmo. Virava as páginas lentamente, há muito tempo antes, e não me surpreendia nem me atemorizava pensar que muito tempo depois estaria da mesma forma de mãos dadas com um outro eu amortecido — da mesma forma — revendo antigas fotografias. Mas o que me doía, agora, era um passado próximo.


Caio

domingo, 25 de outubro de 2009

Depois

Escorreguei, de novo.

A queda na escada,
me fez contundir o quadril,
ralar as costas
e as pernas roxas...

mas a pancada maior foi aqui.

sábado, 17 de outubro de 2009

Uia

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


... ansiosa para o Janela!

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Pensa que eu não noto?

Noto sim. Mesmo longe, disfarçando e negando. Mesmo que eu sinta mais do que verdadeiramente é, eu noto. Mesmo se não fizer barulho, que não fale, que desvie o olhar, que mude o tom de voz, que ironize, que não me abrace, não explique, não queira demonstrar. Eu noto.

Aprendendo a dar ré

Paquerinha antigo, sumido, liga e fala com tom de autoridade:

-Vamo sair agora, vou aí te pegar, a gente toma uma cerveja, conversa, se ver... topas?

Eu: Não sei... É... tô trabalhando em casa, tô cansada...
Ele: Vamo, pô. Saudade de te ver. QUERO te ver...
Eu: Ah não, hoje não, posso não, quero não.
Ele: Eita, é assim é?
Eu: É, é assim.


MUITO BEM! PARABÉNS! É assim que eu gosto de ver...!
Evoluçãoamorosa mode on, ativada no turbo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

olhos abertos

São 6h42 da manhã. Não sei o que tô fazendo aqui. Estou sozinha em casa, aliás, tem uma amiga bêbada roncando na cama do meu irmão, aqui, do lado. Acabei de arrumar a casa. A cozinha. Tinham 23 garrafas de skol no balcão - não bebi nenhuma. Festinha aqui em casa, pessoas que não conheço. 8h pra fazer um trabalho. Impressora não pega, falta papel, cola não funciona, fotos, textos, paciência, computador dá tilt depois de um tapa, Madonna, amigos bêbados e rindo, dançando, paciência, carinho, dor nas costas, vontade de chorar, que astral é esse? Vontade de dormir, não consigo. Acordo às 8h30. Acordo? Quero dormir. Paciência. Passarinhos aqui, na janela. Sol. Colchão no chão. Trabalho pronto - não conseguiria sem ajuda dos amigos. Amigos. Ô palavra linda. Sem eles não sou nada, nada, nadica. Com eles sou tudo, posso tudo e consigo. Vontade de apertá-los. Triste por minhas irresponsabilidades, sempre deixando tudo pra última hora. Cansada. Aliás, exausta. Stress de graça. Acordo às 8h30 - trabalhar no feriado. Entregar trabalho de 2a chamada da faculdade na casa da professora - não sei onde ela mora. Pra onde eu vou?

agora, pra onde vou?

domingo, 11 de outubro de 2009




A pessoa se sente toda quebrada, com ossos intactos.

sábado, 10 de outubro de 2009

A palavra do dia é:

VOLÚPIA
e só.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

...

"As pessoas desejam ardentemente criar laços, porém ao mesmo tempo querem a liberdade de mantê-los frouxos."

|Zygmunt Bauman

sábado, 3 de outubro de 2009

Sabe quando você tenta esticar os braços?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Seguraaaaaaaaaa

terça-feira, 29 de setembro de 2009

43°

mormaço que não passa.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O objeto

Eu queria ter
minha foto
estampada
em sua blusa

Minha carne em sua unha
Dentro e fora de você

.


sobre sensações

Algumas estão aqui, dentro, desde que me entendo por gente. Ficam cutucando, crescem e amadurecem comigo, junto da minha personalidade, anseios, desejos. Negativas, às vezes. Medrosas. Confusas. Com prioridades irracionais, débeis. Sensação que transpira, máscara na cara. Outras que embrulham o estômago, amargam a boca, arrepiam a pele, enchem os olhos.


Estou cansada delas. Das antigas sensações que permeiam todo imaginário. Das antigas sensações que dormem e acordam comigo, me chegam ao ouvido, zunindo, zunindo, ânsia e calafrio na espinha inteira. Estou aprisionada por elas, sempre estive - nunca notei. Tornou-se uma parte tão própria, que apenas deixei que existissem, sem intervenções, sem afligi-las. São por si só - imbatíveis.


(Do que adianta tê-las? Tô ressacada dessa maré que vem e volta trazendo e deixando resquícios de vontades, arranhões no corpo todo, nojinho – por serem tão íntimas, de estarem a milímetros do meu nariz e não estarem perto de mais nada).


Pra piorar, amiga das antigas, são as novas. Aquelas que chegam cheias de informações deslumbrantes, principalmente se trazem consigo um mix de adrenalina, perigo, travessura, desespero. Refém por senti-las, por tê-las, por ser dominada por suas opções, pelo que querem, pelo que esperam de mim. Se estou frágil, bêbada, apaixonada, tepeêmica - me arrastam pelos cabelos, por golpes de sorte, de carência afetiva, de bulimia sexual - até. Se estou forte (?) me consomem até a última gota, sóbria com uma seta na mão, antenada, corrigida, alerta. Só uma parte ínfima de mim não se descontrola. Meu perfeccionismo alto, unido com minha baixa estima e uma pitada de racionalidade ridícula. 25% de tudo que sinto, e só.


(Do que adianta senti-las? Esperar que se consumam, que se distraiam. Que abram a boca pra rir e vomitar por excesso. De quê? Sensação de que mesmo? De domingo febril ou de segunda-feira ingrata? De esgotamento físico ou deslocamento emocional? Sentimento selvagem de possuir. Postura falsa, encardida. Prazer autêntico, mas maquinado).


Se pudesse, revirava todas essas velhas e mocinhas, diabólicas e ingênuas sensações. Peneirava e ficava com as migalhas mais espertas, secretas. Seria mais interessante ter domínio sobre toque, olhar, cheiro, palavra, lembrança... Seria menos ofensivo/sufocante.


Se pudesse, usava todas em um único momento, com a mesma intenção, sem precisar ir embora, desligar a ligação, fechar os olhos e virar pro outro lado, soltar do abraço, tirar a mão do cafuné, sem precisar mudar de assunto, evitar aproximação, falar palavrão, soltar os cachorros e todos os passarinhos daqui do peito.


Reclamo de barriga cheia,

e boca vazia.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

On fire




... O que tenho feito ultimamente.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

| Eduardo Recife

(?)

Queria entender que demência - da cabeça, é essa
e que dormência é essa - do corpo todo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

.

adoro me fazer de imbecil e os outros acreditarem;
às vezes é divertido, noutras acabo sendo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

-



“… Estou em um estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo,
tão
atraente e pessoal a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo.






Quero escrever-te como quem aprende. Fotografo cada
instante, aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que
um objeto, a sua sombra. Não quero perguntar por quê, pode-se
perguntar sempre por que e sempre continuar sem resposta:
será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se
segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em
algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta para mim …”





|Clarice

terça-feira, 8 de setembro de 2009

sequeladinhos


eu: vai ter Beirut e Tiê dia 18, no coquetel. vamo? to afim demais.

Rafael Rodrigues: não me chame para nada até o ano que vem por favor. se vc for minha amiga, não me chame.

eu: ai jesui. posso te chamar pro meu aniversário?

Rafael Rodrigues: isso.

eu: e pra um sexo selvagem comigo? HAHAHAHAHAHAHA

Rafael Rodrigues: se for de graça, tamos aí.

amor líquido



"Se o desejo se autodestrói, o amor se autoperpetua".
| Zygmunt Bauman



Meu



Me dei de presente (antecipado) de aniversário.

4 dias atrás

Sexta-feira foi dia de morrer com Maria Bethânia, sábado a prima cubana da Amy Winehouse apareceu no show do Buena Vista e o feriado foi embalado com cerveja, marisco, caranguejo, cointreau, feijoada, futebol de biquini, brega nas alturas e muito banho de mar com amigos queridos.

Alguém pode devolver minhas pernas?

Assumo:

Descobri que não me apaixono fácil...
mas basta piscar os olhos pra me iludir com paixonites agudas que não valem R$1,00.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

de manhã:

- Queres café preto ou capuccino?
- Quero...

...

- Pegasse tudo?
- Peguei.
- Tua bolsa e mp3?
- Sim.
- E celular?
- Peguei! Haha.
- Deixasse nada não, né?
- Acho que não.
- Nem tua alma por lá?
- Só um pouquinho debaixo da mesinha.

absoluta mente

Não sei
mais
de
nadinha
nessa vida.

Eu, painho e a mulher do bicho:

Meio dia, calçada da Rua da Harmonia, dois capacetes, uma moto e uma gordinha simpática:


Ele:
faz ai uma milhar, dez centavos na quinta casa, um real na centena.
Ela: como é que é?
Ele: tá môca? Eu trabalhei cinco anos com jogo de bicho, sabia?
Eu: que mentira, painho.
Ela: E eu há um mês.
Ela: sim, como é o jogo?
Ele: Qual o número, Clarissa?
Eu: 1907 e 1107.
Ele: vai dar cinco reais.
Ela: peraê, senhor. um minutinho.
Ele: vai sim, vamo ver?
(ela na maquininha)
Ela: Eita, deu R$5 mesmo!
.
.
.
Ele: venho pegar que horas o dinheiro, minha filha?
Ela: oxe, pode vir mesmo, viu? Três horas sai o resultado!
Ele: pegando o dinheiro, você janta ai com seu marido no Tábua de Carne.
Ela: tenho marido não!
Ele: então com o seu ficado.
Ela: hahaahaha
Eu: hahahaha
Eu: FICANTE PAINHO.
Ele: é isso ai mesmo.


17h, celular toca:

Ele: Clarissa, hahahahahaa, fui comprar pão e vi no sorteio que ganhamos!
Eu: é o quê, painho?
Ele: oxe, ganhamos 50 conto, visse?
Eu: ãn?
Ele: vou dar R$25 pra menininha ir jantar lá no restaurante!
Eu: Aaaaaaaaaaaaaaaaah! hahaahahaha.
Eu: E quanto pra mim?
Ele: Dez reais, né?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ontem, às 23h30

- Cacá, tás acordada?


...

Prima, tempos que não a via, magrinha, magrinha. Entrou no quarto, sem avisar, com aqueles olhos verdes imensos e perdidos. Me abraçou, por saudade... e medo.

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| 09



UM DE SETEMBRO?

JESUIAMADO!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

madrugada:


- Tudo bem?
- Tudo...
- Tudo mesmo?
- Acho que sim.
- Então fica.

...


- Desculpa...
- Porquê, flor?
- Tô um pouco longe daqui...
- Tudo bem, pode ir.
- Posso?
- Pode. Quando tu voltar, vou tá aqui.

...

- Tô sentindo teu coração aqui ó...
- Onde?
- Aqui, na tua costela e na minha.


...

- Que linda...
- ...
- Hahahahaahaha!
- Que foi?
- Tua apelação, aí!

...

- Ai, enjoei, vai pra lá.
(afastando)
2 minutos depois:
- Tô brincando, tô brincando, tô brincando.
- Estilasse foi?
- Estilei.

"Dois"

nem sempre é junção de duas coisas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

.


Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas as coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-dolorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender melhor.




Caio Fernando Abreu
[O ovo apunhalado]

sábado, 15 de agosto de 2009

Zuuum

12h de trabalho,
3na massa fodendo minha alma
e noite terminada com Ave Sangria no Capibar.

Não mereço :~

- Sim, senhor.

Algumas coisas acontecem, sabendo, exatamente, o porquê.
É como se devessem acontecer. Mesmo que, no fim das contas, nunca se saiba, realmente, a verdadeira resposta. Acontecem pra perguntar alguma coisa.

Às vezes, pra responder.

Eu, por exemplo, tenho centenas de perguntas.
E todas elas me obrigaram a aceitá-las.
A deixar que as coisas aconteçam
porque devem
e precisam ser.

Mesmo que eu não as tenha.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009


Se você pensa que meu coração é de papel
Não vá pensando, pois não é.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


...on fire total.