sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Motivo(s)


Quando todas as forças se juntam para um mesmo lugar, apontando no meio da cara:
"Tá vendo?"

Sem saber aonde cheguei, mas no tempo que as perguntas chegam soltas e bombardeando. Como se todo os sumos dos momentos indescritíveis valessem menos que as respostas.

Que mérito é esse? Honestidade é quase um dever (pensei).

.

Estou aqui, atônita, com as perguntas todas na mão, sem coragem pra escutar as respostas. Elas... não se juntam para me ouvir, se escondem. Covardia é apelido, a verdade não tem nome.

.

Eu tenho todos os motivos... mas apenas um pra me agarrar.
É nesse que acredito. Até onde? Pra onde... não sei.

(Quem saberá?)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

voa


.
Alguma parte do Sertão de Pernambuco, 2009.
Presente de Mário.

Oi?

Tô sentindo falta de alguma de mim que ficou perdida por aí não sei quando. Cadê? Não sei  por quê quis dar as costas, ir embora, desaparecer sem avisar. Que covarde. Nem pra dar xau, nem pra dizer que não tava mais afim. Apenas foi-se. Pensou que não ia ser notada, eu acho. Que deixaria de existir na mesma linha que eu a tratava quando estava aqui. Mas existia, sim. Impregnada em alguma parte do meu corpo. Simulando algo na cabeça e nos poros. Apesar de pouco notada (valorizada), fazia parte de alguma coisa encontrável.

Se volta... não sei. Pelo fato de não ter certeza se está escondida ou desaparecida. Se camuflada ou desamparada. Se foi embora pra não mais voltar ou se foi até ali, na esquina, e está tomando coragem pra voltar. Fôlego reprimido, razão cansada, um emocional abalado de muito uso e pouco tratamento.

A verdade é que a sensação é de amargura. Como se alguma coisa aqui dentro tivesse sido quebrada e levada com ela. Minha vontade de catar os caquinhos? Até juntaria com prazer, caso ela voltasse. Mas o gosto é tão nítido. Uma sensação de toneladas nas costas, apesar da ausência. Estranho, né? Indo mais uma de mim, deveria sentir-me leve. Mas o gostinho da liberdade, assim, não tem resultado. Sempre é um estrago.

Estrago, engasgo.

Se você, perdida de mim, sentir vontade de voltar.
Volte, por favor.

Prometo reconhecê-la na primeira fagulha.

terça-feira, 21 de junho de 2011

amaré


Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também. 

Tá me entendendo? 

Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também.

Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir.  

Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. 

Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!

Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.




(Caio F - tu é foda)

domingo, 12 de junho de 2011


um dia saberei explicar,
ai eu conto.

terça-feira, 7 de junho de 2011

(sem título)


Não sei, não quero entender, nem explicar. Não tenho noção de quando começou, do quanto, porquê. Não quero analisar passado, rever atitudes, não quero saber por quê comigo e nem como chegou até aqui. Não quero análises, nem testemunhas, nem opinião alheia. Não quero nada que não me queira, que eu não queira. Não quero ficar deduzindo nada, avaliando nada e nem subtraindo nada. 

Não sei... concluir. Só sei o que eu quero, daqui pra frente.
E é muito. 

Tem amor de sobra.
Próprio e recíproco.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Recicla-se um músculo

(Eu deveria ter pedido um drink, Caio!)

Ter escutado mais, feito menos. Vergonha na cara vs. tapa na cara.
Verdade bisturi. Ferida aberta da ponta do pé ao juízo.

Nada é mais absoluto que meu caráter.
Frágil, frágil... eu?

Nada foi mais pequeno que meu tamanho de voz
ação, honestidade e mais uns quinhentos gritos.

Que piada de mau gosto,
contei, blefei, vivi.

Voz trêmula,
vômito no meu reflexo.
Que infame.

Ressaca de falta de vinho é moralismo falido.

Me culpo, me culpo - deixa

(!!!):

Nada é mínimo diante o excesso de maresia na garganta.
Da poeira na minha paz de espírito.

Só dói quando respiro
ar, ar, ar, ar, ar, (me) amar - cadê?

Duas doses, Caio.
                assim,
bêbada,
teria controle das minhas ações acumuladas de liberdade estragada.

Golpe nas minhas próprias costas,
golpe na minha sorte.

O que fica depois do deslize
se essa chuva num pára?

Deveria ter (me) amado
e não carregar esse vazio
de um coração encharcado.

Céu nublado aqui dentro.
Lá fora ta fazendo sol?


E eu deveria ter usado guarda-chuva.

.

Deveria tanta coisa.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

.


Todo dia, dia todo, toda hora, horas e horas do dia, metade do tempo, constantemente, as horas que não passam, os dias que passam rápidos, as metades juntas, inteiras. O tempo todo, o tempo, o todo. Todo tempo do mundo, quase nada. Cada minuto é pouco, cada dia é quase-nada, cada descoberta é resultado de um muito que há por vir.

Amar numa vida só, desse jeito, é pouco demais.
E muito pra um coração só.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

97% em 365 dias



De passo a passo,
passo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

-

Não existe 
nada 
de mais 
esterilizante 
do que a 
perfeição 
de não 
se querer nada 
além 
do que 
está 
à 
nossa 
volta.



| Caio F.

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

< depois 3

quarta-feira, 30 de março de 2011

13.03.2011


Tenho um amor fresco e com gosto de chuva e raios e urgências. Tenho um amor que me veio pronto, assim, água que caiu de repente, nuvem que não passa. Me escorrem desejos pelo rosto, pelo corpo. Um amor susto. Um amor raio, trovão fazendo barulho. Me bagunça. E chove em mim todos os dias.




|C.F.A




Chovendo e relampejando. <3

terça-feira, 22 de março de 2011

presente mudo.


segunda-feira, 21 de março de 2011

à beira

quinta-feira, 3 de março de 2011

-


Antônio botou seu próprio querer na frente do dela e disse, mesmo porque quis dizer, que desse jeito estava se sentindo um pouquinho desprezado.
Ela então justificou-se na hora:
Desprezo é quando a importância da pessoa escapole do pensamento da gente por conta própria, Antônio. Eu tou tangendo tua presença da minha cabeça que é pra facilitar o cabimento de outras coisas.

(A máquina - AF)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fato 1

As dores dos outros
não são minhas.

E vice-versa.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cedotardar?


Tenho no peito tanto medo
É cedo

Minha mocidade arde
É tarde

Se tens bom-senso ou juízo
Eu piso

Se a sensatez você prefere
Me fere

Vem aplacar esta loucura
Ou cura

Faz deste momento terno
Eterno

Quando o destino for tristonho
Um sonho

Quando a sorte for madrasta
Afasta

Não, não é isto que eu sinto
Eu minto
Acende essa loucura
Sem cura
Me arrebata com um gesto
Do resto
Não fale, amor, não argumente
Mente

Seja do peito que me dói
Herói
Se o seu olhar você me nega
Me cega
Deixa que eu aja como louco
Que é pouco
No mais horroroso castigo

Te sigo




|TomZé

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nós, laços e afins:

de cetim verde, no coração.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

"Às vezes o que a gente procura, não
é o que a gente procura. É o que a gente encontra".

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Volver


domingo, 26 de dezembro de 2010

26/12/10

3 anos de blog é inacreditável.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Dama, valete e rei


Quem nasceu valete
Não se mete a rei
O amor não vale trinca
Com a sorte não se brinca
E eu brinquei

O meu castelo
Eu fiz na lama
Era falsa a minha dama
Vou procurar esquecer
Ela foi o blefe
Que eu paguei pra ver

Maria Bethânia

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vai amor, vem amor:

ocu(l)pa
nossa
(mente)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Vá

Ps:

Eu sou +
que 50%.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

[...]

Meus problemas são criá-los.

!

Não, não existem coincidências.
Tudo, tudo tem um porquê.

Mas não é sabendo disso,
que eu preciso entender.

Não é?


.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

E um violoncelo

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Erudita


Tem um violino tocando aqui dentro.


Um delicado gesto nas cordas, que rasga.
Parece uma voz pedindo socorro, suplicando por um ruído.
Estrofes de um porquê, composição desordenada.
Uma música melancólica, de tom menor.
Partituras de um esboço. Uma melodia sem fim.
Sem letra, só o som.

Tem um violino desafinado aqui dentro.

Um sopro de arrepiar a nuca inteira.
Cor e cheiro amadeirados. Camadas de um verniz denso.
Dedos que desfilam e desmancham-se em notas toscas.
Friccionando, friccionando.
Harmonia fosca. Sentimento agudo.
Acentuando em tons maiores.

Sol
Lá
Aqui:

Acordes.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

-


Não há pessoas que costuram para fora?
Eu costuro para dentro.



Clarice Lispector

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

(x)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O que você está fazendo?

Milhões de vasos sem nenhuma flor.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010


Bom, feliz talvez ainda não. Mas tenho assim... aquela coisa... como era mesmo o nome? Aquela coisa antiga, que fazia a gente esperar que tudo desse certo, sabe qual?


— Esperança? Não me diga que você está com esperança!
— Estou, estou.


Caio F. Abreu

humor, pornografia e nadismo:

Nêgo diz:
fiinha
Clarissa diz:
oi, negra lee!
Nêgo diz:
é Negra Li
eu vi um clipe dessa desgraçada um dia desses
é horrível parece que ela tá engasgada com alguma coisa
Clarissa diz:
HAHAHAHAHHAHAHAHAHA
Nêgo diz:
ei
eu queria ser comediante
Clarissa diz:
hahaha
deveria
Nêgo diz:
eu queria
mas não fiz teatro quando muleque pq era caro
e eu era pobre
e era coisa de viado
e eu já era viaado demais
Clarissa diz:
hahahahaaha
pqp
viu?
Nêgo diz:
é sério rapá
tô me abrindo
tô frustrado com isso
Clarissa diz:
me conte mais
vá
Nêgo diz:
é sério sabe
eu acho que seria um bom comediante
eu tenho facilidade pra falar em público
não tenho nenhum defeito físico
mas tenho vário na área da psiqué
Clarissa diz:
haaahhhaahhaa
é verdade, tás fudido
Nêgo diz:
assimilo texto com facilidade
e choro a hora que eu quiser
eu descobrir que eu consigo chorar
a hora que eu quiser
Clarissa diz:
HAHAHAHAHAHAHHAA
sério?
quero ver, depois
Nêgo diz:
sério po
eu vou chorar pra você depois
é facil
tipo eu descobri uma maneira de contrair as glandulas lacrimais
aí eu choro a qualquer hora
decidi
eu vou ser comediante
não sei como
mas eu vou
Clarissa diz:
apoi tá certo
eu quero ingresso
pros shows
Nêgo diz:
pronto
ce vai ser minha producer
a pessoa deve fazer o que ela acredita que tem talento pra fazer
Clarissa diz:
eu concordo
Nêgo diz:
eu não me acho engraçado
mas um monte de gente todo dia vem me falar que eu devia ser comediante
que eu devia fazer stand up
que eu sou engraçado
e às vezes e vc mesma faz isso e me irrita muito
eu falo sério e as pessoas ficam rindo
Clarissa diz:
HAHAAHHAHAHAHAA
tu fala assim, porra
Nêgo diz:
como?
Clarissa diz:
desse jeito
ridiculo
Nêgo diz:
porra
tá vendo
mas é o meu jeito normal
ce já me viu falando de outra maneira
as pessoas ficam rindo de mim pq eu gaguejo
Clarissa diz:
e porque é daltônico
Nêgo diz:
e o pior po
eu vou explicar pq eu gaguejo
que é que eu penso mais rápido do que consigo falar
aí o povo ri de mim
po
o daltonismo me deixa muito triste
a reação é sempre a mesma que as crianças tinham na escola
é foda isso
Clarissa diz:
tu vai superar, um dia.

a gente supera tudo, um dia.
Nêgo diz:
eu tenho fé
eu vou
vou escrever um textinho
e ver o que eu consigo com essa bosta
Clarissa diz:
me mostra depois?
Nêgo diz:
mostrarei depois de terminar
é sobre pornografia
eu já comecei sabe
Clarissa diz:
UIA

me mostra agora? :D
Nêgo diz:
eu tava escrevendo pro blog
mas vou fazer tipo texto de falar
Clarissa diz:
como?
Nêgo diz:
tipo oi como vai tudo bem?
eu não gosto de pronografia e vcs?
Clarissa diz:
eu gosto
pra caraléo
Nêgo diz:
eu não gosto
eu fico deprimido
mas se eu contar o pq eu entrego o resto do texto
mas é que filme pron pra mim é meio tenso saca?
Clarissa diz:
hum
tas falando de filme
só
eu falo do geral
Nêgo diz:
filme porn
me deixa constrangido, triste e muito magoado
tipo, são sempre caras feios de meia idade and mal vestidos
que comem mulheres sensacionais
com as quais normalmente eles não tem contato algum
visto que na maioria das vezes eles são mecânicos, encanadores e outros sub empregos
de repente ele olha pra mina
fala alguma coisa que não dá pra enteder graças a magavilhosa capta~ção de audio do porn
e começa a mandar ver sem dó
PORRA
onde isso é excitante?
Clarissa diz:
HAHAHAHHAHAHAA
é foda mermo
Nêgo diz:
e os caras tem picas gigantescas e nem tem pena da mulé, saca?
é coro no coro mermo
os caras depilam tudo po
uma vez eu inventei de depilar o piru e ficou todo empolado
eu fiquei desesperado
achei com mais tres dias ia ficar preto e cair

Clarissa diz:
mas já num é preto?

06/11/10

zap!


Assim, na mão,
por 5 meses
e não explode nunca.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

.

Berro pelo aterro
pelo desterro

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O dia em que júpiter encontrou saturno:

- Mas não seria natural.
- Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
- Natural é encontrar. Natural é perder.
- Linhas paralelas se encontram no infinito.
- O infinito não acaba. O infinito é nunca.
- Ou sempre.


(Silêncio)


Caio F.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

TO

GET

REAL
e priu.

...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo

Caetano

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ad.mito.infinitum


Nunca fui forte ou inteligente,
e esperteza tem limite.

Vai e... volta

Meu pai sempre me disse, desde pequena, que tudo que você faz gera algum tipo de retorno. Mesmo que não seja na hora, mesmo que demore. Um dia volta, e você se lembra disso, de alguma forma. Você inclui na sua lista de lembranças ou não. Pode parecer corriqueiro, pode ter sido uma atitude natural, racionalizada, de propósito. Pode ter sido uma ação impulsiva, de graça, sem valor aparente. Sem ou com maldade, com amor. Não importa a forma nem o porquê, volta.

Ele gostava de usar uma frasesinha irritante: "Tudo que vai, volta". Aderi, mais velha, a minha própria lei: "Lei do Retorno". Cresci acreditando nisso, e por mais que possa parecer a coisa mais clichê do mundo escutar toda ladainha: "Não faça aos outros, aquilo que você não quer que eles façam a você", a coisa é muito mais em baixo, sabe? É muito sério na minha vida. E sempre foi intrigante, porque o orgulho é uma característica marcante na minha personalidade. Orgulho e guardar mágoas. Mas, quem acredita nessa lei, não pode deixar que dois detalhes como esse interfiram na essência da coisa. (ou seja, que critério é esse que deixo tornar-se maior que minhas confusões?)
É muito doido acreditar numa coisa assim e fazer disso algo prioritário na vida. Acho que é uma das coisas acreditáveis pra explicar minha racionalidade com tudo. Ou o medo de ferir alguém, de decepcionar. A seriedade que sempre levei tudo na vida. Não importa designar, mas nunca gostei de questionar os porquês de alguma coisa sem ter uma razão altruísta por trás. Por isso o pânico que façam comigo. Eu tento ser o melhor diariamente, com medo de que não sejam comigo. Covardia (?).

Só sei que poderia me livrar do peso dessa responsabilidade (consciente ou não) de dar um lugar vip pro retorno. Mas, é só essa lei que faz de mim uma coisa encontrável. Mesmo não sabendo ser boa com retornos diretos, mesmo não entendendo porque retornam, mesmo não pedindo, mesmo não aceitando... a construção pra que o ciclo de retornos não se fechem, é quase um campo de batalha. Me jogo com tudo: de cabeça, armadura e escudo. Coração na mão, sempre.
Não sei receber, mas sei transportar. É um vício.

Quando você quer ou alguma força cósmica, umbandista, ou seja lá o que for - que você não controla, mas que "pede" (além, até, de qualquer lucidez), não tem como controlar. Quando se quer, lascou. Sabe?
.
O retorno só é reconhecido quando você nota que ele voltou.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

-

Gosto dos venenos mais lentos! Das bebidas mais fortes! Dos cafés mais amargos! Tenho um apetite voraz. E os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí? Eu adoro voar!
Bruna Lombardi